Gerador de página de créditos do livro

A página de créditos para o país de onde você publica, no idioma do livro, com cada linha explicada.

  • 10 países, 7 idiomas
  • Cada linha explicada
  • Copiar, Word ou .txt
Formatos

Onde você, ou sua editora, tem sede: é isso que decide quais leis valem para a página. O idioma do livro se escolhe à parte.

Livro e pessoas

Autoria, ilustração, tradução

Deixe em branco para usar o nome de quem escreveu. Uma empresa, só se ela for dona dos direitos.

Também está escrevendo o livro?

O modo livro do Story-AI escreve seu livro capítulo por capítulo e põe uma página de direitos autorais em cada exportação: PDF de impressão, EPUB e Word. Cole esta na etapa Metadados.

Comece seu livro

O que você digita fica neste navegador: nada é enviado.

Verso da folha de rosto

[título] [nome]

Copyright © [ano] [nome]

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou transmitida, por qualquer forma ou meio, sem a autorização prévia e por escrito dos detentores dos direitos autorais, ressalvados os usos que a lei permite, como a citação de trechos para fins de estudo, crítica ou polêmica.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares e acontecimentos são produto da imaginação ou usados de forma fictícia. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, ou com fatos reais é mera coincidência.

1ª edição: [ano]

Editora: [editora]

ISBN [ISBN]

[Ficha catalográfica: elaborada por um(a) bibliotecário(a) com registro no CRB]

Ainda faltam 4 itens obrigatórios, marcados entre [colchetes].

Isto não é orientação jurídica. Cada linha traz o link da lei ou da instituição por trás dela, conferido em 2 de novembro de 2026; para o seu livro, a palavra final é da biblioteca nacional, da agência do ISBN ou de um advogado.

O que vai na página de créditos do livro

Quatro tipos de linha, e só algumas são obrigatórias.

A página de créditos do livro, também chamada de página de direitos autorais, costuma ficar no verso da folha de rosto. Ela diz quem detém os direitos e como o livro foi publicado: o ©, a reserva de direitos, o ISBN, a edição, a editora e, em alguns países, como o Brasil, os dados que a lei exige.

Muitos guias em inglês chamam todas as linhas da página de créditos de “obrigatórias”. Poucas são. Nos EUA, o aviso © é opcional desde 1º de março de 1989 (Copyright Office, Circular 3), e “a Amazon não exige que você inclua uma página de direitos autorais” (ajuda do KDP).

O Brasil é diferente. A Lei 9.610 manda o editor mencionar em cada exemplar o título, o autor, o ano de publicação e o nome ou a marca da editora (numa tradução, também o título original e o tradutor), e a Lei 10.753 torna obrigatórios o ISBN e a ficha catalográfica.

Alemanha, Áustria, França, Espanha, México e Turquia também exigem certas menções nos livros impressos, e elas são lei, não enfeite. Por isso o gerador acima classifica cada linha: abra Por quê? e veja o tipo da linha, o motivo em uma frase e o link para a lei ou para a página da instituição.

Os quatro tipos de linha

Exigido por lei

Uma lei a exige, muitas vezes só nos exemplares impressos. No Brasil, o título, o autor, o ano e a editora (Lei 9.610), o ISBN e a ficha catalográfica (Lei 10.753); em outros países, o Impressum de um livro alemão, o número de depósito legal espanhol, o “D. R. ©” mexicano.

Exigido pelo que você usa

Não é lei, mas a regra de um serviço que você escolheu. Com um ISBN, o sistema ISBN pede que ele apareça aqui; um ISBN japonês traz os quatro itens da agência japonesa; a frase da CEDRO, na Espanha, é só para os associados dela.

Usual

O que os livros costumam imprimir e os leitores esperam: a linha do ©, “Todos os direitos reservados”, a edição, os créditos. Não tem efeito legal próprio, o que não quer dizer que seja inútil.

Opcional

Só aparece se você incluir: uma reserva contra o treinamento de IA, uma nota sobre ferramentas de IA, um contato para a segurança do produto na UE, uma linha “Impresso em…”, a linha de impressões dos livros em inglês.

As partes de costume, de cima para baixo

  1. 1

    Aviso de copyright

    O símbolo ©, ou a palavra “Copyright”, o ano da primeira publicação e o titular: “Copyright © 2026 Ana Clara Ribeiro”. O ano é o da primeira edição, não o da escrita nem o do registro (17 U.S.C. § 401). No Brasil, a proteção independe de registro (Lei 9.610, art. 18), e a lei não exige o aviso.

  2. 2

    Reserva de direitos

    “Todos os direitos reservados” e o que o leitor não pode fazer. A fórmula brasileira costuma mencionar a Lei 9.610, que permite citar trechos para estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada e com o nome do autor e a origem da obra (art. 46, III). Ou uma licença Creative Commons, se você quiser que o livro circule livremente.

  3. 3

    Aviso sobre o conteúdo

    Ficção, memórias com nomes trocados ou “não substitui a orientação de um profissional” num livro prático. O aviso diz o que o livro é; não impede um processo por difamação.

  4. 4

    ISBN

    Uma linha por formato, cada uma depois das letras “ISBN”: brochura, capa dura, e-book (manual do ISBN). No Brasil, a Lei 10.753 também manda imprimir o ISBN na quarta capa do livro impresso.

  5. 5

    Ficha catalográfica

    Os dados de catalogação do livro, feitos por um bibliotecário e impressos num quadro, com o número de registro dele no CRB embaixo (Resolução CFB 184/2017). A Lei 10.753 a torna obrigatória no Brasil; o gerador reserva o quadro, e você cola a ficha que recebeu.

  6. 6

    Edição

    “1ª edição: novembro de 2026”. Alguns livros em inglês acrescentam a linha de impressões, “10 9 8 7 6 5 4 3 2 1”, em que o menor número indica a impressão.

  7. 7

    Editora e contato

    Quem publica o livro e onde, com site ou e-mail. Na autopublicação, é o seu nome ou o do seu selo. No Brasil, o nome ou a marca do editor está entre as menções da Lei 9.610.

  8. 8

    Créditos

    Capa, imagem da capa, ilustrações, preparação, revisão, diagramação, tradução: de praxe e, às vezes, condição da licença de uma imagem.

Como fazer a página de créditos do livro em 5 passos

Com o gerador acima, em poucos minutos.

  1. 1

    Escolha de onde você publica

    Vale a lei do país onde você, ou sua editora, tem sede, seja qual for o lugar onde o livro é vendido. Depois, escolha o idioma do livro, que é também o da página (o inglês está sempre disponível), e os formatos: as linhas que só valem para o impresso aparecem quando você marca capa comum ou capa dura.

  2. 2

    Escolha o tipo de livro

    Romance, contos, não ficção, memórias, livro infantil, poesia, livro de colorir ou low content, ou tradução. O tipo define o aviso sobre o conteúdo, que você pode trocar.

  3. 3

    Preencha os dados do livro e das pessoas

    Título, autoria, ilustração e tradução, o titular dos direitos se não for quem escreveu, o ano da primeira publicação e a data desta edição. Numa tradução publicada no Brasil, a lei pede o título original e o nome de quem traduziu.

  4. 4

    Acrescente os números que você tem

    Seus ISBNs, com o dígito verificador conferido enquanto você digita, e o que só uma instituição fornece: a ficha catalográfica feita por um bibliotecário, um número de depósito legal espanhol, um LCCN americano. Cole tudo como recebeu; o gerador não inventa nada.

  5. 5

    Copie ou baixe

    Leia a página como ela vai ser impressa ou abra Por quê? para ver o motivo de cada linha. Depois copie o texto, baixe um arquivo Word ou de texto, ou copie o HTML para um e-book. O que você digita fica no seu navegador.

DicaO que a lei ou uma instituição exige e você ainda não preencheu aparece em amarelo, entre [colchetes], para você ver o que falta antes de imprimir.

Exemplos de página de créditos do livro

Seis livros inventados, seis páginas, tiradas direto do gerador.

Cada página de créditos abaixo é o resultado do próprio gerador, montado pelo mesmo código da ferramenta quando esta página carrega: os exemplos não têm como se afastar dela. A legenda diz com quais dados cada uma foi feita.

Romance independente com ISBN da CBL (Brasil)

A autora publica sem selo, então quem aparece como editora é ela mesma. ISBN da CBL para o impresso e para o e-book, o aviso de ficção e a ficha catalográfica no quadro, com a bibliotecária e o CRB embaixo. A ficha do exemplo é inventada: a sua, só um bibliotecário faz.

O caminho do sal Ana Clara Ribeiro

Copyright © 2026 Ana Clara Ribeiro

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou transmitida, por qualquer forma ou meio, sem a autorização prévia e por escrito dos detentores dos direitos autorais, ressalvados os usos que a lei permite, como a citação de trechos para fins de estudo, crítica ou polêmica.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares e acontecimentos são produto da imaginação ou usados de forma fictícia. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, ou com fatos reais é mera coincidência.

1ª edição: novembro de 2026

Editora: Ana Clara Ribeiro Belo Horizonte

www.anaclararibeiro.com.br

Capa: Igor Matos

Revisão: Beatriz Nunes

ISBN 978-65-87413-02-0 (brochura)

ISBN 978-65-87413-03-7 (e-book)

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Ribeiro, Ana Clara O caminho do sal / Ana Clara Ribeiro. – 1. ed. – Belo Horizonte : Ed. da Autora, 2026. 248 p. ; 21 cm. ISBN 978-65-87413-02-0 (brochura) ISBN 978-65-87413-03-7 (e-book) 1. Ficção brasileira. I. Título. CDD B869.3

Ficha catalográfica elaborada por Marta Lins – CRB-6/3456

Romance de uma pequena editora (Brasil)

A editora com endereço, um ISBN por formato e a equipe nos créditos. A ficha ainda não chegou, então o quadro fica marcado entre colchetes até você colar a que o bibliotecário mandar.

As estações do farol Rafael Duarte

Copyright © 2026 Rafael Duarte

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou transmitida, por qualquer forma ou meio, sem a autorização prévia e por escrito dos detentores dos direitos autorais, ressalvados os usos que a lei permite, como a citação de trechos para fins de estudo, crítica ou polêmica.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares e acontecimentos são produto da imaginação ou usados de forma fictícia. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, ou com fatos reais é mera coincidência.

1ª edição: setembro de 2026

Casa Ipê Edições Rua do Exemplo, 123 – Centro 00000-000 Curitiba – PR

www.casaipe.com.br

Capa: Lia Fontes

Preparação: Marcos Vale

Revisão: Ana Piquet

Diagramação: Júlio Reis

ISBN 978-65-89127-14-7 (brochura)

ISBN 978-65-89127-15-4 (e-book)

[Ficha catalográfica: elaborada por um(a) bibliotecário(a) com registro no CRB]

Livro infantil ilustrado (Brasil)

Um © para o texto e outro para as ilustrações, sem aviso sobre o conteúdo: a página de créditos de um livro infantil costuma ser curta assim. A ficha e o ISBN continuam obrigatórios.

Pipa e o papagaio da lua Lia Souza

Copyright do texto © 2026 Lia Souza

Copyright das ilustrações © 2026 Davi Prado

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou transmitida, por qualquer forma ou meio, sem a autorização prévia e por escrito dos detentores dos direitos autorais, ressalvados os usos que a lei permite, como a citação de trechos para fins de estudo, crítica ou polêmica.

1ª edição: março de 2026

Lua Miúda Edições Avenida Inventada, 45 00000-000 Recife – PE

ISBN 978-65-84206-07-6

[Ficha catalográfica: elaborada por um(a) bibliotecário(a) com registro no CRB]

Guia prático só em e-book (Brasil)

Com o aviso de “não substitui a orientação de um profissional” e a reserva contra o treinamento de IA, que no Brasil é só um aviso. A Lei 10.753 define livro pelo impresso e não deixa claro se um e-book independente precisa de ISBN e ficha; o gerador mantém os dois.

Hortas pequenas, colheitas grandes Tiago Moreira

Copyright © 2026 Tiago Moreira

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou transmitida, por qualquer forma ou meio, sem a autorização prévia e por escrito dos detentores dos direitos autorais, ressalvados os usos que a lei permite, como a citação de trechos para fins de estudo, crítica ou polêmica.

Este livro tem caráter apenas informativo e não substitui a orientação de um profissional. O autor e a editora não se responsabilizam pelo uso que se faça de seu conteúdo.

É proibido o uso desta obra para o treinamento de sistemas de inteligência artificial.

1ª edição: junho de 2026

Edições Coruja Parda Florianópolis

contato@corujaparda.com.br

ISBN 978-65-86934-21-2

[Ficha catalográfica: elaborada por um(a) bibliotecário(a) com registro no CRB]

Tradução do inglês (Brasil)

A Lei 9.610 exige o título original e o nome do tradutor. O gerador põe o © da tradução no nome do tradutor; se a editora comprou esses direitos, digite o nome dela em “Titular dos direitos”.

O pomar de inverno Eleanor Hart

Título original: The Winter Orchard

Copyright © 2021 by Eleanor Hart

Tradução: Paulo Mendes

Copyright da tradução © 2026 Paulo Mendes

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou transmitida, por qualquer forma ou meio, sem a autorização prévia e por escrito dos detentores dos direitos autorais, ressalvados os usos que a lei permite, como a citação de trechos para fins de estudo, crítica ou polêmica.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares e acontecimentos são produto da imaginação ou usados de forma fictícia. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, ou com fatos reais é mera coincidência.

1ª edição: outubro de 2026

Norte Claro Edições Rua do Exemplo, 900 00000-000 Porto Alegre – RS

ISBN 978-65-88552-40-7 (brochura)

ISBN 978-65-88552-41-4 (e-book)

[Ficha catalográfica: elaborada por um(a) bibliotecário(a) com registro no CRB]

Poesia de Portugal com Creative Commons (outro país)

Publicado em um país que o gerador não detalha, como Portugal: só as linhas usuais, nenhuma lei brasileira e uma licença CC BY-NC-ND no lugar de “Todos os direitos reservados”. O texto sai em português do Brasil; em Portugal, escreve-se “1.ª edição”. Lá, o ISBN vem da APEL e o depósito legal é feito na Biblioteca Nacional de Portugal.

Copyright © 2026 Inês Barros

Esta obra está licenciada sob CC BY-NC-ND 4.0: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/

Diagramação: Rui Costa

1ª edição: junho de 2026

Editora: Inês Barros Coimbra

ISBN 978-989-33-0412-9

Nomes, livros, editoras, endereços, ISBNs e a ficha são inventados; os ISBNs só passam no teste do dígito verificador. Para a página de créditos de um livro americano, um Impressum alemão ou um 奥付 japonês, escolha o país no gerador.

Modelo de página de créditos do livro para copiar e colar

Para o Brasil, com as lacunas entre colchetes.

Nem todo mundo quer um formulário. Cada modelo abaixo (ou modelo de página de direitos autorais, como também se diz) é o gerador sem nada preenchido: troque cada colchete, apague as linhas desnecessárias e cole o resultado no verso da folha de rosto. Para outro país, use o gerador: as exigências variam demais para um modelo só.

Modelo para autopublicação (Brasil)

Para um romance impresso e em e-book que você publica por conta própria, sem selo. O ISBN vem da CBL, e a ficha, de um bibliotecário com CRB. Para não ficção, troque no gerador o aviso de ficção.

[título] [Nome de autor]

Copyright © [ano] [Nome de autor]

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou transmitida, por qualquer forma ou meio, sem a autorização prévia e por escrito dos detentores dos direitos autorais, ressalvados os usos que a lei permite, como a citação de trechos para fins de estudo, crítica ou polêmica.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares e acontecimentos são produto da imaginação ou usados de forma fictícia. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, ou com fatos reais é mera coincidência.

1ª edição: [ano]

Editora: [Nome de autor] [Cidade]

[site]

Capa: [Nome]

Revisão: [Nome]

ISBN [ISBN] (brochura)

ISBN [ISBN] (e-book)

[Ficha catalográfica: elaborada por um(a) bibliotecário(a) com registro no CRB]

Modelo para editora (Brasil)

Para um livro publicado por uma editora, com o endereço dela e a equipe nos créditos. Numa tradução, escolha “Tradução” no gerador: a lei pede o título original e o nome do tradutor.

[título] [Nome de autor]

Copyright © [ano] [Nome de autor]

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou transmitida, por qualquer forma ou meio, sem a autorização prévia e por escrito dos detentores dos direitos autorais, ressalvados os usos que a lei permite, como a citação de trechos para fins de estudo, crítica ou polêmica.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares e acontecimentos são produto da imaginação ou usados de forma fictícia. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, ou com fatos reais é mera coincidência.

1ª edição: [ano]

Editora: [Nome da editora] [Endereço da editora]

[site]

Capa: [Nome]

Preparação: [Nome]

Revisão: [Nome]

Diagramação: [Nome]

ISBN [ISBN] (brochura)

ISBN [ISBN] (e-book)

[Ficha catalográfica: elaborada por um(a) bibliotecário(a) com registro no CRB]

Página de créditos do livro: as regras de cada país

O que a lei pede, de onde vêm os números e como é o depósito legal.

O país de publicação, onde você ou sua editora tem sede, decide o que um livro impresso precisa dizer. Veja o que pede cada um dos 10 países do gerador; conferimos tudo em 2 de novembro de 2026 nas leis e nas páginas das instituições indicadas.

Brasil

Na página
Em cada exemplar, o editor deve mencionar o título e o autor, numa tradução o título original e o tradutor, o ano de publicação e o próprio nome ou marca (Lei 9.610, art. 53). O ISBN e a ficha catalográfica são obrigatórios, e o ISBN vai também na quarta capa do livro impresso (Lei 10.753, art. 6º).
Números
ISBN da CBL, a única agência do ISBN no Brasil desde 2020, que atende também quem publica como pessoa física. A ficha, de um bibliotecário registrado num CRB (Resolução CFB 184/2017).
Depósito legal
Na Fundação Biblioteca Nacional, até 30 dias após a publicação: pelo menos 2 exemplares impressos e, do e-book, 1 arquivo em PDF/A-2 ou PDF/A-3 gravado em CD ou DVD. A obrigação é solidária entre autor, editor, gráfica e distribuidora ou plataforma, entre outros (IN FBN 001/2026).

Estados Unidos

Na página
Nada é obrigatório. O aviso © é opcional desde 1989; se você imprimir um, a forma é a do 17 U.S.C. § 401.
Números
ISBN da Bowker, ou um ISBN gratuito do KDP só para a edição do KDP. Um LCCN pelo programa PCN, antes da publicação.
Depósito legal
Dois exemplares ao Copyright Office até três meses após a publicação, exigidos na prática só se o órgão pedir (17 U.S.C. § 407).

Reino Unido

Na página
Nada é obrigatório. O direito de ser identificado como autor precisa ser reivindicado (CDPA, ss. 77–78); a linha usual registra isso.
Números
ISBN da Nielsen. A frase CIP da British Library, só com um registro feito pela BL.
Depósito legal
Um exemplar para a British Library (Legal Deposit Libraries Act 2003).

Alemanha

Na página
Livros impressos: nome e endereço da gráfica e da editora ou, na autopublicação, do autor (§ 8 LPresseG NRW, Art. 7 BayPrG e as leis de imprensa dos outros estados). Os estados diferem nos detalhes: em Berlim, basta a cidade em vez do endereço completo (eRecht24).
Números
ISBN da MVB.
Depósito legal
Dois exemplares para a Biblioteca Nacional Alemã até uma semana após a publicação (§ 14 DNBG), além da biblioteca de depósito do seu estado.

Áustria

Na página
Obras impressas: o titular da mídia (Medieninhaber) e o fabricante, com os locais de publicação e de fabricação; sem endereço (§ 24 MedienG).
Números
ISBN da agência austríaca do ISBN.
Depósito legal
Não tratado aqui: consulte a Biblioteca Nacional da Áustria.

França

Na página
Livros impressos: editora, gráfica, data de conclusão da impressão, preço em euros e “Dépôt légal” com mês e ano (BnF); os livros para jovens acrescentam a menção da Loi n° 49-956.
Números
ISBN da AFNIL.
Depósito legal
Na BnF. Na impressão sob demanda, pergunte ao serviço se ele faz o depósito por você (BnF).

Espanha

Na página
Livros impressos: o número de depósito legal, na mesma folha do ISBN (Ley 23/2011). A lei de imprensa de 1966, que o BOE não mostra como revogada, também pede em todo impresso o nome e o endereço da gráfica e o local e o ano de impressão (Ley 14/1966, art. 11); se ela ainda vale para livros, não está claro.
Números
ISBN da Agencia del ISBN; o número de depósito legal, do escritório da sua região (no País Basco, começa com LG, não DL).
Depósito legal
Pelo escritório regional que dá o número. E-books não recebem número; a editora os entrega quando solicitada (Ley 23/2011, art. 8.2).

México

Na página
“D. R. ©” com o nome completo e o endereço do titular dos direitos e o ano, os dados da editora e o ISBN (LFDA, arts. 17 e 53); no impresso, os da gráfica (art. 54).
Números
ISBN do INDAUTOR, a agência do ISBN no México.
Depósito legal
Não tratado aqui: consulte a Biblioteca Nacional do México.

Japão

Na página
Nada desde 1949. Com um ISBN japonês, a agência exige no 奥付 o título, a editora, o contato dela e o ISBN (guia da JPO).
Números
ISBNs japoneses (978-4) da Japan ISBN Agency, só para editoras com sede no Japão.
Depósito legal
Um exemplar para a Biblioteca Nacional da Dieta até 30 dias após a publicação (NDL).

Turquia

Na página
Obras impressas: local e data de impressão, nomes e endereços comerciais da editora e da gráfica (Basın Kanunu, art. 4), e os números de certificado delas (Sertifika Yönetmeliği); quem publica o próprio livro não precisa de certificado de editora.
Números
Certificados do Ministério da Cultura e Turismo; ISBN da diretoria de bibliotecas do ministério. O KDP não aceita livros em turco.
Depósito legal
Exemplares pela lei de depósito (nº 6279) e um selo bandrol em cada exemplar vendido (FSEK, art. 81).

Portugal (em “Outro país”)

Na página
O gerador não detalha Portugal: escolha “Outro país”, que escreve só as linhas usuais. As leis brasileiras desta página não valem lá.
Números
ISBN da APEL, a agência portuguesa, que atende também quem publica por conta própria (“Edição de Autor”).
Depósito legal
Na Biblioteca Nacional de Portugal, em geral 11 exemplares; o número de depósito legal é pedido pela gráfica.

Para qualquer outro país, o gerador escreve só as linhas usuais. A biblioteca nacional e a agência do ISBN do seu país conhecem as regras locais: muitos países têm depósito legal, e alguns exigem os dados da editora e da gráfica nos livros impressos.

ISBN, ficha catalográfica e CIP: quem emite o quê

Cada um tem um emissor diferente.

Só o ISBN é comum a todos os países. O manual do ISBN o coloca no verso da folha de rosto, que é a página de créditos do livro, depois das letras “ISBN”, com cada formato numa linha: “ISBN 978-… (brochura)”, “ISBN 978-… (e-book)”.

Desde 2007, todo ISBN tem 13 dígitos, e o último é um dígito verificador: o gerador refaz a conta enquanto você digita e avisa se houver erro de digitação.

Os outros números e registros vêm de uma biblioteca, de um órgão público ou de um bibliotecário, e só eles podem emiti-los. Imprima-os como chegaram a você, nunca algo inventado ou comprado de quem não pode emitir.

ISBN

Da agência do ISBN do seu país: a CBL no Brasil, a APEL em Portugal, a Bowker nos EUA, a Nielsen no Reino Unido, a MVB na Alemanha, a AFNIL na França. Um ISBN gratuito do KDP só vale no KDP, e o selo editorial aparece como “Publicado de forma independente”.

Ficha catalográfica (Brasil)

A lei a chama de “ficha de catalogação para publicação” e a exige junto com o ISBN (Lei 10.753, art. 6º). Quem a faz é um bibliotecário, com o número do CRB embaixo; a CBL a oferece junto com o ISBN ou depois dele. O gerador emoldura a ficha que você cola e nunca escreve uma.

LCCN (EUA)

Um Library of Congress Control Number, atribuído antes da publicação pelo programa PCN, aberto a quem se autopublica. Sai impresso assim: “Library of Congress Control Number: 2026012345”.

Bloco CIP (EUA)

Os dados de catalogação na publicação (CIP) dos EUA vêm só da Biblioteca do Congresso, cujo programa CIP não aceita quem se autopublica. Os blocos “P-CIP” que algumas empresas vendem não são CIP da Biblioteca do Congresso. No Brasil, o equivalente é a própria ficha.

CIP da British Library (Reino Unido)

“A CIP catalogue record for this book is available from the British Library” só é verdade se a British Library fez esse registro. Um gerador britânico marca a frase por padrão; o nosso, não.

Depósito legal (Espanha)

Um número como “DL M 12345-2026”, do escritório da sua região, impresso na mesma folha do ISBN (Ley 23/2011). O gerador confere a forma legal.

Página de créditos do livro no KDP

O que a Amazon pede e o que ela não pede.

O KDP não exige página de créditos: “A Amazon não exige que você inclua uma página de direitos autorais”, e essa página no seu arquivo não basta para provar que você tem os direitos de publicação (ajuda do KDP).

Se você incluir uma, a ajuda de formatação diz que ela fica “sempre posicionada na primeira página à esquerda, após a página do título”, sem número de página nem cabeçalho.

Se o KDP não pede, isso não quer dizer que a lei não peça: as exigências da lei brasileira (título, autor, ano e editora no livro, ISBN e ficha catalográfica) valem do mesmo jeito.

Na Alemanha, pela mesma razão, o livro impresso de um autor alemão no KDP leva o Impressum, com o nome e o endereço do autor e da gráfica. Como o KDP imprime em vários países e acrescenta a própria última página, não há fórmula consagrada para a gráfica: o gerador oferece as duas mais usadas, sem dar nenhuma por confirmada.

Os livros impressos do KDP (capa comum e capa dura) não são vendidos na Amazon.com.br: “amazon.com.br, amazon.com.in e amazon.com.mx não oferecem suporte à distribuição de livros com capa comum e capa dura” (ajuda do KDP). Eles saem na Amazon.com e em outras lojas da Amazon; na Amazon.com.br, o KDP vende o eBook Kindle.

O ISBN gratuito do KDP serve para capa comum e capa dura, só pode ser usado no KDP, e o selo editorial aparece como “Publicado de forma independente” (ajuda do KDP). Com um ISBN da CBL, o selo informado ao KDP precisa ser igual ao registrado na agência, ou o KDP não publica o livro.

Na página, o ISBN do KDP entra como qualquer outro. A Lei 9.610 pede o nome ou a marca do editor; o artigo fala do editor com contrato de edição e não diz se vale para quem publica por conta própria. Por via das dúvidas, o gerador põe o seu nome no lugar de “Publicado de forma independente”.

O uso de IA se declara no processo de publicação do KDP, não no livro (diretrizes de conteúdo).

Sobre a segurança de produtos na UE, o suporte do KDP escreveu que não é preciso acrescentar nada nos exemplares que o KDP imprime. Se você vende exemplares impressos por conta própria na UE, o GPSR pede um contato do fabricante no livro, e o gerador o inclui se você pedir.

Avisos, reserva contra IA e nota sobre IA

O efeito legal de cada um, e o que ele não faz.

Três tipos de linha da página de créditos do livro costumam ser superestimados. Veja o que cada um faz de verdade.

Avisos sobre o conteúdo

“Esta é uma obra de ficção…” diz o que o livro é. Não impede um processo por difamação ou por violação da privacidade se uma pessoa real for reconhecível. A frase dos nomes trocados num livro de memórias só é verdadeira se você os trocou; a da orientação profissional serve a livros práticos de saúde, finanças ou direito.

Reserva contra treinamento de IA no Brasil e nos EUA

A Penguin Random House passou a imprimir em 2024 uma linha contra o treinamento de IA, mas nenhuma lei dos EUA lhe dá efeito. No Brasil, a Lei 9.610 não trata de IA; o PL 2.338/2023, aprovado pelo Senado em 2024, ainda estava na Câmara em novembro de 2026. A linha registra sua vontade, não uma licença aceita pelos leitores.

Reserva contra treinamento de IA na UE

Aqui, sim, ela pode ter efeito. A UE permite que os titulares reservem suas obras contra a mineração de textos e dados (Diretiva (UE) 2019/790, art. 4(3); na Alemanha, o § 44b UrhG). Para o que está on-line, a reserva precisa ser legível por máquina: inclua-a também nos metadados do e-book.

Dizer que usou IA

Voluntário. O KDP pergunta sobre textos, imagens e traduções gerados por IA quando você publica (KDP). A rotulagem do art. 50 do AI Act da UE vale para textos publicados para informar o público sobre assuntos de interesse público, não para texto revisado por uma pessoa com responsabilidade editorial: um romance fica de fora.

O que não colocar na página de créditos do livro

Comum em modelos, errado perante a lei.

Antes de criar este gerador, lemos 27 guias e geradores de página de créditos em inglês, e as buscas brasileiras sobre a ficha catalográfica sugerem mais um engano. Estes erros aparecem o tempo todo, e o gerador evita cada um deles.

  • Muita gente escreve

    “Todo livro precisa de uma página de créditos.”

    Na verdade

    Nos EUA e no Reino Unido, nenhuma lei a exige, e o KDP também não. No Brasil, a lei exige certos dados no livro (título, autor, ano, editora, ISBN e ficha), e a página de créditos é onde eles costumam ficar.

  • Muita gente escreve

    “Use o ano em que você registrou os direitos.”

    Na verdade

    O ano do aviso é o da primeira publicação (17 U.S.C. § 401).

  • Muita gente escreve

    “A página de créditos registra ou protege seus direitos.”

    Na verdade

    Os direitos não dependem dela nem de registro (Lei 9.610, art. 18). O registro no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional é opcional e não é o depósito legal.

  • Muita gente escreve

    “Faça a ficha catalográfica você mesmo, num gerador on-line.”

    Na verdade

    Só vale a ficha feita por um bibliotecário registrado num CRB, com o número dele embaixo (Resolução CFB 184/2017). Os geradores on-line de universidades servem aos trabalhos acadêmicos delas, pelos quais os bibliotecários de lá respondem.

  • Muita gente escreve

    “Acrescente um bloco CIP.”

    Na verdade

    Só um feito pela Biblioteca do Congresso dos EUA. Quem se autopublica não pode pedir, e um “P-CIP” pago não é um. No Brasil, o CIP é a ficha catalográfica.

  • Muita gente escreve

    “Uma cláusula contra IA impede o treinamento.”

    Na verdade

    Nos EUA, é um aviso. Na UE, é uma reserva contra a mineração de textos e dados, que nas cópias on-line só vale se for legível por máquina.

  • Muita gente escreve

    “Livros do KDP precisam dos dados do GPSR.”

    Na verdade

    Segundo o suporte do KDP, não é preciso acrescentar nada nos exemplares que o KDP imprime.

  • Muita gente escreve

    “Impresso no Brasil” ou “Printed in the United States of America” num livro do KDP

    Na verdade

    Na impressão sob demanda, o livro é impresso onde o pedido é feito, e o KDP imprime em vários países (seus livros impressos nem são vendidos na Amazon.com.br): tire a linha se não souber onde ele é impresso. Num livro feito por uma gráfica brasileira, “Impresso no Brasil” é verdade.

Onde fica a página de créditos do livro

No verso da folha de rosto, menos no Japão.

No livro impresso, a página de créditos é o verso da folha de rosto: a primeira página à esquerda depois dela, sem número de página nem cabeçalho, em corpo menor e muitas vezes perto do pé da página. É ali que a ajuda do KDP a coloca, e é ali que o manual do ISBN pede o ISBN.

No Brasil, a ficha catalográfica costuma ocupar a parte de baixo dessa mesma página. A Lei 10.753 pede o ISBN também na quarta capa do livro impresso, onde fica o código de barras.

O Japão faz diferente. O 奥付 fica na última página: um bloco emoldurado com título, data, edição e impressão, as pessoas, a editora e o ISBN; a Japan ISBN Agency aceita também o começo do livro. Escolha Japão no gerador, e a prévia vai para o fim.

No e-book, a página de créditos costuma vir depois da folha de rosto, embora alguns livros a levem para o fim. A cópia em HTML do gerador está pronta para entrar numa seção do seu EPUB.

Da página de créditos ao livro pronto

A última página que você faz e a primeira que o leitor pula.

Se você ainda está escrevendo, o modo livro do Story-AI leva o livro da ideia aos capítulos e depois diagrama o miolo para impressão e monta o EPUB.

A etapa Metadados escreve uma página de direitos autorais padrão, que você pode editar, e a inclui no PDF de impressão, no EPUB e no arquivo Word: cole no campo “Página de direitos autorais” a página de créditos do livro que você fez aqui.

Outras duas ferramentas grátis ficam ao lado desta: a calculadora de capa KDP, para a lombada e o tamanho da capa, e a calculadora de palavras em páginas de livro, para saber quantas páginas são. Sem título ainda? Experimente o gerador de títulos de livros.

Comece seu livro

Página de créditos do livro: perguntas frequentes

A página de créditos do livro é obrigatória?

No Brasil, a lei não fala em “página de créditos”, mas exige no livro o título, o autor, o ano e a editora (Lei 9.610, art. 53), além do ISBN e da ficha catalográfica (Lei 10.753, art. 6º); é nessa página que eles costumam ficar. Nos EUA e no Reino Unido, nenhuma lei a exige, e o KDP também não.

O que colocar na página de créditos do livro?

Em geral, o aviso © (titular e ano da primeira publicação), a reserva de direitos, um aviso sobre o conteúdo, a edição, a editora, os créditos e o ISBN, se você tiver um. No Brasil, a lei pede título e autor, ano, nome ou marca do editor, ISBN e ficha catalográfica; numa tradução, também título original e tradutor.

Qual é a frase completa de “Todos os direitos reservados”?

Uma forma comum no Brasil, e a que o gerador imprime: “Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998”, mais a proibição de reproduzir o livro sem autorização por escrito, “ressalvados os usos que a lei permite, como a citação de trechos para fins de estudo, crítica ou polêmica” (art. 46).

A ficha catalográfica é obrigatória em livros?

No Brasil, sim. Pela Lei 10.753, “na editoração do livro, é obrigatória a adoção do Número Internacional Padronizado, bem como a ficha de catalogação para publicação” (art. 6º). A mesma lei define livro pelo impresso (art. 2º); para um e-book publicado sem editora, a obrigação não está clara.

Quem pode fazer a ficha catalográfica do livro?

Um bibliotecário registrado num Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB), que põe o número do registro embaixo da ficha (Resolução CFB 184/2017). A CBL oferece a ficha junto com o ISBN ou depois dele, e há bibliotecários que atendem autores independentes. O gerador só reserva o quadro para você colar a ficha.

Dá para gerar a ficha catalográfica on-line, grátis?

Os geradores on-line de universidades fazem fichas de TCCs, dissertações e teses da própria instituição, e elas valem porque os bibliotecários de lá respondem por elas. Para um livro, a ficha precisa vir de um bibliotecário com CRB. Nosso gerador não faz fichas: ele deixa o quadro marcado até você colar a sua.

Onde colocar a ficha catalográfica no livro?

Na página de créditos do livro, no verso da folha de rosto, em geral na parte de baixo, com o nome e o CRB do bibliotecário logo abaixo dela. É o que o gerador faz: o quadro vem depois do ISBN e, se a ficha ainda não trouxer o nome e o CRB do bibliotecário, a linha dele vem embaixo.

Livro independente precisa de ISBN e ficha catalográfica?

No Brasil, a Lei 10.753 não distingue quem publica: um livro impresso independente precisa dos dois. A CBL atende pessoa física que publica por conta própria. O ISBN gratuito do KDP é um ISBN, mas só vale no KDP, e a lei não diz de qual agência o ISBN deve vir.

Que ano vai no aviso de copyright?

O da primeira publicação do livro, não o ano em que você o escreveu (17 U.S.C. § 401); a lei brasileira não fixa a forma do aviso. Uma reimpressão mantém esse ano.

Posso usar pseudônimo na página de créditos?

Sim. A Lei 9.610 deixa o autor se identificar por pseudônimo (art. 12) e presume autor quem aparece como tal (art. 13). Numa obra pseudônima, quem a publica exerce os direitos patrimoniais até o autor se dar a conhecer (art. 40). Já o Impressum alemão pede o nome civil, salvo se o pseudônimo constar do documento de identidade.

Preciso registrar o livro na Biblioteca Nacional?

Não. A proteção independe de registro, e registrar é opcional (Lei 9.610, arts. 18 e 19); o serviço é do Escritório de Direitos Autorais da FBN. O depósito legal é outra coisa: uma obrigação, separada do registro (Lei 10.994, art. 8º).

Como fazer o depósito legal na Biblioteca Nacional?

Até 30 dias após a publicação, envie à FBN pelo menos 2 exemplares do impresso e, do e-book, 1 arquivo em PDF/A-2 ou PDF/A-3 em CD ou DVD, com o formulário dela (IN FBN 001/2026). Autor, editor, gráfica e plataforma, entre outros, respondem juntos; após advertência, a multa vai de 10 a 100 vezes o valor de mercado da obra.

Livro impresso pelo KDP precisa de depósito legal?

Não está claro. A Lei 10.994 equipara à nacional a obra estrangeira que indica editor domiciliado no Brasil (art. 4º), o que pode alcançar seu livro do KDP. Mas a IN FBN 001/2026 chama de depositante quem disponibiliza a obra no país (art. 2º, IV), e o KDP não distribui o livro impresso na Amazon.com.br. Na dúvida, consulte a FBN.

O que o KDP exige na página de créditos do livro?

Nada: “A Amazon não exige que você inclua uma página de direitos autorais” (ajuda do KDP). Se você incluir uma, ela vai na primeira página à esquerda depois da página do título, sem número nem cabeçalho. Um ISBN gratuito do KDP entra nela como qualquer outro.

Uma cláusula contra treinamento de IA funciona?

Nos EUA, é um aviso sem lei por trás. No Brasil, a Lei 9.610 não trata de IA nem tem exceção para a mineração de textos e dados (art. 46). Na UE, ela reserva o livro contra a mineração de textos e dados (Diretiva (UE) 2019/790, art. 4(3)), e nas cópias on-line precisa ser também legível por máquina.

Preciso dizer que usei IA?

Não na página de créditos. O KDP pergunta sobre conteúdo gerado por IA na publicação, e a rotulagem do AI Act da UE não alcança um romance. Mesmo assim, você pode incluir uma nota voluntária no gerador.

Onde fica a página de créditos do livro?

No verso da folha de rosto na maioria dos países, e na última página no Japão (o 奥付). No e-book, ela costuma vir depois da folha de rosto.