Pipoca era uma raposinha muito curiosa. Ela tinha pelos cor de laranja e uma cauda fofa com a pontinha branca. Na floresta encantada, a noite de Natal tinha chegado. O verão trazia um vento morno e macio. As cigarras cantavam nas árvores cheias de luzinhas coloridas.
Toda a família de Pipoca se preparava para a ceia de Natal. Havia frutas doces e suco gelado na mesa comprida. Todos estavam muito felizes. Os bichinhos da floresta brincavam de amigo secreto e trocavam abraços apertados.
Pipoca olhou para a árvore enfeitada. Ela pensou no bom velhinho.
— Mamãe, o Papai Noel sempre viaja pelo mundo todo — disse a raposinha. — Ele dá presentes para todo mundo. Mas quem dá presentes para o Papai Noel?
A mamãe raposa sorriu com ternura.
— Ninguém costuma dar, minha filha. Mas tenho certeza de que ele ficaria muito contente.
Pipoca decidiu naquele mesmo instante. Ela queria fazer uma surpresa para o Papai Noel. Seria a sua primeira vez dando um presente para ele.
A raposinha correu para o seu quarto. O que o Papai Noel gostaria de ganhar? Ele viajava muito e a noite de verão era bem quente no Brasil.
Pipoca pegou uma folha verde e grande. Com cuidado, desenhou a floresta com frutinhas vermelhas. No desenho, ela pintou uma estrela amarela que brilhava como ouro. Depois, Pipoca foi até a cozinha e pegou uma fatia fresquinha de melancia doce e um copo de água bem geladinha.
— Ele deve estar com muito calor com aquela roupa vermelha tão pesada! — pensou Pipoca.
Ela colocou o desenho colorido, o pratinho com a melancia e o copo de água perto da porta da toca. Ao lado, ela deixou uma folha com uma mensagem bem simples: “Para o Papai Noel, com muito amor da raposinha Pipoca”.
Depois da ceia da meia-noite, a floresta ficou silenciosa. Pipoca deitou na sua caminha de folhas macias. Ela fechou os olhos devagarzinho, ouvindo a brisa suave.
De repente, um som suave de sininhos tocou no ar. Pipoca não se mexeu para não assustar a magia da noite. Ela apenas sorriu e dormiu sonhando com o Natal.
Quando a manhã ensolarada de Natal raiou, Pipoca pulou da cama e correu para a porta.
A fatia de melancia tinha sumido! O copo de água estava vazio. Mas o seu desenho também tinha ido embora. No lugar dele, havia uma caixinha dourada com um laço de fita verde.
Pipoca abriu a caixinha bem devagar. Dentro, havia um pequeno sino de prata e um bilhetinho escrito com letras brilhantes:
“Querida Pipoca, a água estava fresca e a melancia foi a melhor da minha viagem. Seu desenho agora mora na parede da minha oficina. Obrigado pelo seu carinho. Feliz Natal!”
Pipoca deu um pulo de alegria e balançou a cauda fofa. Ela abraçou forte a sua mamãe. O melhor presente de Natal era poder fazer alguém feliz.